Ana Carolina Martins da Silva. Educadora. Ambientalista. Poetisa. Bonequeira.


Vale a pena conferir a totalidade das Fotos (mais de 60): Gonçalo de Carvalho e AGAPAN/Edi Fonseca.

 Local: Feira Ecológica da Redenção/POA 

Tania e Sr. Augusto Carneiro 90 anos

João Batista Santafé e Augusto Carneiro 90 anos do Aug CCesar Cardia Augusto Carneiro e Sylvio nogueira homenagem 90 anos Augusto C

Adriane Cintia João Batista e Felipe AmaralAugusto Carneiro e AGAPAN

Como homenagem minha, resgato um relato que fiz de uma palestra do Sr. Augusto Carneiro, sobre Queimadas, na Fundação Zoobotânica em Porto Alegre, em 2010. Acredito que ele é uma pessoa a ser ouvida para construir qualquer opinião sobre o tema.

Palestra sobre Incêndios Florestais no Brasil com Augusto Carneiro – 8/10/2010

No dia 08 de outubro de 2010 aconteceu no auditório do Jardim Botânico de Porto Alegre (Rua Doutor Salvador França, 1427) a palestra sobre INCENDIOS FLORESTAIS NO BRASIL, proferida pelo nosso querido Mestre Sr. AUGUSTO CARNEIRO, a partir das 9h, em uma iniciativa da Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente (APEDeMA-RS), organizada pelo Amigos da Terra Brasil, com o apoio da Fundação Zoobotância/Porto Alegre, Instituto Biofilia/Porto Alegre, IGRÉ – Amigos da Água/Porto Alegre, Os Verdes Tapes, ASPAN/São Borja, Marica/Viamão e Mirra Serra/Porto Alegre. O evento foi conduzido pelo Núcleo Amigos da Terra/POA, na pessoa de Lúcia Ortiz, bem como de outros integrantes do NAT, com apoio da ASPAN.

Augusto Carneiro, um dos pioneiros na discussão ecológica em nosso estado, fez uma reflexão histórica sobre o tema das queimadas, a partir das lutas atuais e das décadas passadas. Contemporâneo de Henrique Luís Roessler e José Lutzenberger, utilizou-se de amplo acervo midiático, recolhido em suas leituras, para explicar a situação das queimadas na atualidade, no Brasil e no Mundo. Citando dados chocantes sobre o Brasil, o Mestre Carneiro apontou a impunidade, a displicência e a falta de vontade política como principais responsáveis por esta tragédia ambiental. Contou que a maior parte das matérias sobre Incêndios inocenta os culpados com a observação de que estes são acidentais. Pontas de cigarro, tempo quente, fogueiras mal apagadas são os sujeitos acusados do crime, nada para quem acende o cigarro, para quem não apaga as fogueiras, ou para quem, por absoluto prazer de ver a natureza queimando, de fato, realiza a ação. Comentou que as queimadas por motivos ditos agrícolas são praticamente ignoradas pelo grande público que não faz as devidas denúncias.

Augusto Carneiro 90 anos 5.1.2013

Seu grande lamento foi a perda das paisagens naturais, a perda da fauna, da flora, sem que haja uma recomposição disto. Disse que devemos persistir na luta e que a legislação deveria ser mais efetiva, que os órgãos fiscalizadores deveriam ser menos brandos com o criminoso que mata todo o tipo de vida manejando uma força da natureza, como o fogo, da qual não tem controle.

Em seu livro “A história do ambientalismo (Editora Sagra Luzzatto, 2003. P. 120-124), Augusto Carneiro apresenta o mesmo tema “Queimadas”, sintetizando suas reflexões. Ele diz que, no Brasil, identifica ainda as queimadas da Amazônia como crime, e , em geral, diz que as queimadas podem ser divididas em três categorias condenáveis, embora algumas mereçam um olhar científico mais estreito: agrícolas (que devem ser discutidas econômica e cientificamente), pastoris (que também admitem discussão) e populares (caso de polícia, são inconcebíveis). Segundo o palestrante, as queimadas populares são resposta a um “impulso irresistível”, doentio de visualizar o fogo como beleza e diz que a maior parte das queimadas são feitas populares por “elementos maus que queimam por prazer, por deslumbramento e maldade”

Na palestra, reproduziu a citação, que faz no livro, de uma série de autores que se reportaram ao tema, como Lutzenberger, Tom Jobim, Henrique Roessler, José Carlos Rodrigues, Pedro Luís Cianciulli, Ana Maria Primavesi e o Manual de Prevenção e Combate dos Incêndios Florestais, que classificou como “burro”. Ainda mencionou e mostrou um trabalho que considerou muito importante da ambientalista Katia Vasconcellos.

Katia Vasconcelos e Augusto Carneiro

Fez a distribuição de algumas matérias xerocadas de diversas fontes (Lutz, Entidades Ambientalistas, Prof. Buckup, dentre outros.). (Além desses temas, Augusto Carneiro tem denunciado o estado de Caos Ambiental no RS. Esse assunto tem sido abordado pela APEDEMA/RS em suas mais diversas áreas de atuação. Ver em RS Urgente)

apedema480 Caos ambiental

O evento, além da presença magnética do palestrante, que já bastava por si, foi muito enriquecedor pelos questionamentos feitos pela platéia altamente qualificada, houve uma discussão de conceito técnico sobre as queimadas, bem como de responsabilidades. Ao final, o palestrante foi homenageado com um belíssimo texto escrito por João Batista Aguiar, que deu conta de sua trajetória como ambientalista. Ele recebeu uma muda de árvore nativa como presente e ainda foram feitas homenagens a alguns outros pioneiros da ecologia no RS. Em especial a Dra. Maria Henriqueta (…), que estava presente no evento, e o Eng. Agrônomo Darci Bergmann, fundador da ASPAN/SB, de quem foi distribuído e lido um poema escrito em 1987, impresso originalmente como material de Educação Ambiental pelo Departamento Agronômico do Centro Nativista Boitatá, de São Borja, naquele ano.

Devido às chuvas que saudavam aquele momento histórico, não houve o momento especial no Jardim que leva o nome do homenageado: Augusto Cunha Carneiro.

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