Ana Carolina Martins da Silva. Educadora. Ambientalista. Poetisa. Ativista Social. Bonequeira.

Sobre as Manifestações: O PODER DO GRANDE IRMÃO.

Em matéria publicada on line pelo Jornal Zero Hora, “Protesto em análise”, assinada pelo jornalista Carlos Ismael Moreira (Publicada em 16/03/2015 | 01h58), os Institutos de pesquisa “Amostra e Índex” apresentam dados sobre a caminhada nas ruas de Porto Alegre no domingo. Ainda surpresa com o teor das manifestações, tais como, apologia à volta à Ditadura militar como forma de fortalecimento da Democracia (?!?!), me sinto no dever cívico de publicar alguns pontos e sugerir que leiam a reportagem completa.

Sobre número de participantes:

Os institutos Índex e Amostra acompanharam a caminhada  na Capital, que reuniu cerca de 100 mil pessoas pelas ruas, para identificar o perfil dos participantes do protesto.

Sobre alguns dados colhidos pelo ÍNDEX:

O Instituto Índex realizou entrevistas com 766 pessoas que participaram da manifestação. A margem de erro é de 3,6 pontos percentuais para mais ou para menos, com uma margem de confiança de 95%.

Sobre gênero:

Entre os entrevistados, a divisão por gênero ficou praticamente parelha, com 51,2% de homens (392) e 48,8% de mulheres (374). A maior parte dos manifestantes que responderam à pesquisa tem entre 25 e 44 anos (42,3%) e concluiu o Ensino Superior (68,4%).

Sobre perfil de renda dos participantes:

—  5% recebem entre um e dois salários mínimos

— 22,7% recebem entre três e cinco salários mínimos

— 31,9% recebem entre seis e dez salários mínimos

— 40,5% recebem mais de dez salários mínimos.

Sobre divisão por “raça” e interesses:

Os brancos respondem por 87,2% dos entrevistados, com apenas 9,9% de negros e 2,9% de pardos. Conforme a pesquisa do Índex, o emprego não está entre as principais preocupações dos entrevistados no protesto realizado na Capital — 73,6% responderam que nenhum integrante de seus domicílios está desempregado.

Sobre alguns dados colhidos pelo Instituto Amostra:

Este Instituto efetuou 400 entrevistas junto à concentração do protesto no Parcão. A margem de erro é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Sobre gênero:

Assim como a pesquisa Índex, o número de homens (53,3%) e mulheres (46,8%) que responderam ao levantamento da Amostra foi parecido. Os participantes com idade entre 25 e 44 anos responderam por 42,8%.

Sobre perfil de renda e de formação dos participantes:

A maioria tem Ensino Superior completo (76,3%) e ganha entre cinco e 20 salários mínimos (51,3%). Outros 13,8% disseram receber mais de 20 salários, enquanto apenas 6,3% afirmaram obter até duas vezes o valor básico do emprego formal no país. Por outro lado, 93% discordaram da hipótese de o movimento ser de elite e que os pobres continuam a favor do governo.

Sobre nível de consciência política:

Sem resposta múltipla, 78,8% dos participantes da pesquisa disseram acreditar que o movimento não pode ter a participação de partidos e políticos, contra 20% que admitem essa possibilidade.

 

Com opção de resposta múltipla, embora a decepção com a presidente Dilma Rousseff (28,5%) e com o PT (44%) some a maioria, 56,8% afirmaram estar decepcionados com a classe política como um todo. O levantamento Amostra mostrou ainda o desconhecimento dos manifestantes em relação ao processo de impeachment, com 59% indicando a possibilidade uma nova eleição no caso de a presidente Dilma ser impedida — a constituição prevê que assuma em seu lugar o vice, Michel Temer (PMDB).

Penso que nós – os freireanos – conseguimos fazer um bom trabalho, fazendo com que uma categoria tão avessa à exposição, venha para rua expressar sua opinião. Entretanto, é inegável o poder de convencimento de entidades identificadas com cartazes nas marchas, tanto em Porto Alegre, quanto no restante do Brasil, por parte das ideias mais conservadoras e já ultrapassadas. As observações – feitas aos gritos – são tão retrógradas, quanto repletas de frases semeadas ao longo dos anos pela Imprensa Comercial, seja de TV, de Mídia impressa – jornais e revistas. Agora, apareceu que a articulação maior foi via redes sociais, mas nas frases, podemos reconhecer o elogio aos Movimentos Conservadores e uma degradação da imagem dos Movimentos Populares plantado na mídia reacionária do Brasil.

A saber (Imagens coletadas no Google):

Capas VEJA anonimus

capas VEJA

diversos

Felizes para sempre

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