Ana Carolina Martins da Silva. Educadora. Ambientalista. Poetisa. Ativista Social. Bonequeira.

Porto Alegre, 05 de maio de 2015.

Pronunciamento Oficial da Assessoria de Comunicação da Uergs, à colunista Rosane de Oliveira, em resposta ao seu texto de opinião: Para que Uergs e Tribunal Militar?, publicado no jornal Zero Hora de hoje (5/05). http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/05/rosane-de-oliveira-para-que-uergs-e-tribunal-militar-4754017.html

Prezada Rosane de Oliveira,

Gostaríamos de elucidá-la que a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul está em constante diálogo com o Governo do Estado, por meio de uma agenda fixa de reuniões semanais da reitora, Arisa Araujo da Luz, e da vice-reitora, Eliane Kolchinski, com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco. Esses encontros estreitam as relações entre Uergs e Governo, comprovando que esse reconhece o valor de nossa Universidade na oferta do ensino superior público e no incentivo ao desenvolvimento das comunidades gaúchas.

A Uergs tem Unidades Universitárias em 24 municípios gaúchos, em todas as regiões do Estado, e o seu diferencial é ofertar cursos de graduação e de pós-graduação para atender demandas regionais, incluindo parcerias com outras Instituições de Ensino Superior. A Uergs leva às comunidades em que está inserida benefícios de caráter social, cultural e educacional, ao desenvolver projetos de pesquisa, ensino e extensão que promovem cursos, palestras e programas, se tornando um foco de oportunidades.

Ofertamos, para o ingresso em 2015, 1540 vagas, as quais foram pleiteadas por mais de 33 mil candidatos inscritos no Sisu. Dessas, são reservadas 50% para candidatos hipossuficientes e

10% para pessoas com deficiência, conforme institui a sua Lei de Criação, destinando-a a cumprir uma função social. Recentemente, essa lei sofreu alteração e, a partir do ingresso de 2016, dentro da reserva de vagas para candidatos de baixa renda, estarão asseguradas vagas em proporção igual à população no Estado que se autodenomina negra ou parda e para os indígenas, conforme o último senso do IBGE.

Em 2015, a Universidade abriu onze novos cursos de pós-graduação lato sensu em diferentes regiões do Estado, nas três áreas de conhecimento da Uergs: Ciências Exatas e Engenharias,

Ciências Humanas e Ciências da Vida e do Meio Ambiente, contando com cerca de 450 alunos matriculados. Além disso, foi aprovada a reedição de outros 3 cursos de especialização ofertados anteriormente.

A Uergs está em amplo crescimento e se consolidando no Estado cada vez mais. Em termos de infraestrutura, possui 6 áreas próprias, oriundas de doações, para as Unidades em Alegrete,

Cachoeira do Sul, Cruz Alta, Litoral Norte – Osório, Três Passos e Vacaria. Além disso, as

Unidades em Bagé, Erechim, Sananduva, Santana do Livramento, Santa Cruz do Sul, São Francisco de Paula e São Luiz Gonzaga possuem cessão de uso de mais de 20 anos das áreas que ocupam atualmente. Seu quadro de funcionários conta com 264 integrantes do corpo docente e 195 do corpo técnico e de apoio administrativo, engajados no fortalecimento da Univesidade. A maior parte dos professores é composta por mestres e doutores.

No que se refere à qualidade do ensino, a Uergs está na 19ª posição no país, dentre 228 universidades avaliadas em relação à graduação pelo Índice Geral de Cursos (MEC) de 2013, à frente de outras instituições com muito mais tempo de atuação. Nosso Curso de Automação

Industrial, por exemplo, é o melhor do país, de acordo com o ENADE. O curso de Bacharelado em Agronomia é o único no Rio Grande do Sul com foco na Agricultura Familiar, o que fortalece este setor que tanto contribui para o crescimento de nosso Estado.

Temos alunos premiados em eventos nacionais e internacionais, oriundos de cursos das três áreas de conhecimento da Uergs. Tudo isto demonstra a qualidade dos nossos cursos de graduação: os profissionais que saem de nossa Universidade possuem atuação destacada no mercado de trabalho e são selecionados para cursos de Mestrado e Doutorado em Universidades nacionais e internacionais.

Do orçamento de R$ 90 milhões programado pelo Governo do Estado para a Uergs em 2015, cerca de 25% é proveniente de recursos externos, captados através de projetos de pesquisa e extensão elaborados por docentes, funcionários e discentes, de Emendas Parlamentares, de recursos federais para assistência estudantil, entre outros. Prova disso é que, em 2012, a Uergs recebeu destaque por ser uma das cinco instituições do Estado que mais captou recursos financeiros no biênio 2011 e 2012.

Podemos afirmar que é um retrocesso cogitar a extinção da Uergs, que está comprovando a sua relevância ao ser a opção dos cerca de 4 mil alunos que cursam graduação e pós-graduação na universidade pública do estado. Sabemos que a educação não deve ser apenas dimensionada de forma numérica, mas muito mais pela transformação social que promove nos ambientes em que atua. Combater a Uergs não é solução para a dívida do Estado. O assunto em pauta deveria ser como fortalecê-la ainda mais. A identidade da Uergs é ser uma fomentadora de competências, reconhecer as vocações locais e investir nelas, sendo um instrumento de crescimento para pessoas e regiões.

Atenciosamente,

Assessoria de Comunicação da Uergs

Postei um comentário na página da ZH “A UERGS não é mais dos governos e partidos como foi durante os mandatos dos Governadores Rigoto e Yeda, com suas políticas de sucateamento e Reitorias pró-tempore que eram grandes cabides de emprego. Desde 2010 ela se tornou uma Universidade de Estado, pois elegemos nossos dirigentes, do Reitor aos chefes das unidades. Somos a 4ª colocada entre as Universidade do RS pelo Enade e nossos egressos encontram boa colocação no mercado e na academia.” Antelmo Stoelbenn

Não costumo me manifestar na rede social por vários motivos mesmo quando vejo ataques feitos injustamente a pessoas ou instituições, mas em um país que teve 350 anos de escravidão, enriquecimento dos donos de escravos e que a educação a bem pouco tempo deixou de ser privilegio de poucos, não me surpreende que queira empurrar uma parte da sociedade a escravidão servil  novamente. Sem a educação estaremos a mercê de indivíduos que só pensam em lucro e não em uma sociedade justa e igualitária para todos.    Edison Aranda Cioquetta da Silva 

“Prezada Rosane. Tu és uma referência em publicações políticas. Assim sendo, peço vênia à matéria de hoje notadamente no que atine à UERGS. Não navegamos mais ao sabor de cada governo, como equivocadamente vinculado. Desde 2010 elegemos nossos dirigentes (do Reitor aos chefes das unidades). A infante UERGS se tornou uma Universidade de Estado. Deixou de ser de governos como foi até a mencionada data. Internamente entendemos que haverá de ter um enxugamento, afinal não se concebe qualidade com uma quantidade excessiva de 24 unidades. Em cada uma dessas existe uma realidade distinta e por isso desde a gestão passada, existe estudo sobre esta diminuição. É de bem dizer que o estudo em questão teve a aquiescência do governo do estado (Tarso Genro). Sabemos que necessitamos gerar fontes de receita de forma a não sermos dependentes unicamente dos cofres públicos. Uma fundação deve ser pensada. Considerando as meritórias razões que levaram à criação da UERGS vejo agora, com os cortes que a “Pátria Educadora” fez na Educação (R$ 7 bi), que elas mais do que nunca subsistem. Somos a 4ª Universidade Pública do RS. A 4ª em nota no Enade. Nossos egressos, ao buscarem, encontram colocação no mercado e na academia. Temos ex-alunos(as) em Bancos, na Granol (a gigante da soja) até mesmo na Petrobrás (depois de extirpados as rapinas que lá se instalaram voltará a nos orgulhar), como temos também alguns (as) deles como professores, da UERGS e outras, como UFSM, IFETS, etc. Espero ter podido, com estas breves considerações, fazer com que tu mudes a visão (me perdoa o atrevimento) acerca de uma Instituição que passa longe de ser desnecessária. Forte abraço e até a próxima coluna. Att – Igor Noronha

Prezada Rosane de Oliveira.

Gostaríamos de fazer alguns comentários sobre a sua coluna de hoje, 05/05/2015 (Para que UERGS e Tribunal Militar?):

– primeiramente, é difícil ver aonde se enquadraria a UERGS nos 12 cortes que a senhora propõe ao governo do Estado. Seria por acaso “liquidar ou vender estatais que servem apenas como cabides de emprego”? Fora isto, não conseguimos visualizar outro enquadramento. Caso for isto, é um equívoco, pois todo o quadro funcional da UERGS é de carreira, com ingresso através de concurso público. E a UERGS possui um quadro de pessoal altamente capacitado.

– uma segunda infelicidade da sua coluna é tratar da UERGS junto com o Tribunal de Justiça Militar, ou seja, tratar de uma estrutura típica de regimes autoritários e de uma Instituição Superior de Educação. Isto ainda é mais grave pelo fato da UERGS ser uma das melhores Universidades do Brasil, sendo a 9ª no Brasil e a 5ª no Estado em 2014, segundo o MEC, apesar de receber poucos investimentos dos governos.

– uma terceira observação. O orçamento da UERGS executado em 2014 foi de 70 milhões e não 90 milhões, e nestes 70 milhões existem também recursos federais conquistados pela UERGS.

– Finalmente, gostaríamos de deixar registrado que é com grande tristeza que assistimos a um órgão de imprensa de grande circulação e influência no Estado utilizar-se de espaço nobre de comunicação com a sociedade para mais uma vez denegrir a imagem da única Universidade pública gaúcha, como se isto fosse trazer melhorias para a nossa Educação, que este meio de comunicação diz defender.

Paulo Vargas Groff

Presidente da Associação dos Docentes da UERGS – ADUERGS

 

E mais: empresas devem 7 bi de impostos e há 13 bi por ano que o RS deixa de arrecadar por desoneração (saiu no Correio do Povo de hoje. Não deve ter saído na ZH) Portanto o RS não tem déficit. Não mexam na nossa Uergs. Vão cobrar de quem deve! Luciano Andreatta

(…)

Não concordo com a extinção da Uergs e creio que a Rosane de Oliveira, como crítica de boa fé -presumo eu- não tem a mínima ideia o que é a Uergs, hoje, e quais as funções que ela cumpre no desenvolvimento regional. Mas, supondo -apenas supondo- que, no mérito, as duas medidas estivessem corretas, quais as outras medidas que, combinadas com estas, tirariam o Rio Grande da Crise? Isso não é dito.

E não é dito, porque as mesmas tentativas foram feitas, de maneira aberta e politizada, pelos Governos Britto e Yeda, e não tiveram nenhum resultado. Deixaram apenas um passivo social brutal, decorrente de um arrocho salarial sem precedentes sobre os servidores públicos e um passivo social ainda maior, nas políticas de proteção social e de desenvolvimento, voltadas para a produção agrícola e industrial do Estado.

Nenhum destes Governos apresentou um programa de desenvolvimento industrial para o Estado e um programa de desenvolvimento do campo gaúcho. E não o fizeram, não porque sejam “contra” desenvolvimento do Estado, mas porque entendiam que as medidas corretas passavam pelo “enxugamento” do serviço público. Passavam pela contenção dos salários dos servidores e pelo estímulo a concessões e privatizações, pedágios, e zero de políticas sociais e estímulos à agricultura familiar e às cooperativas.

Trata-se de uma visão de desenvolvimento, defendida em todo o mundo pelos partidos de direita e de centro direita, de corte liberal e neoliberal. Eles entendem que a ingerência do Estado, com políticas públicas estratégicas de caráter regulatório, para estimular e orientar a economia para o emprego, de um lado, e políticas de proteção social para os mais débeis, de outro -que exigem recursos públicos-, esta visão de desenvolvimento,está errada. Na verdade são escolas de pensamento sobre o desenvolvimento que estão em disputa,neste momento, e que Rosane, sem nenhuma timidez se posiciona como “abre o jogo”, pelo Governo atual, que ainda está estudando por onde sair. Tarso Genro.

Chuck-Norris e a UERGS

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Comentários em: "Para quê serve a UERGS?" (6)

  1. Se deixarmos por conta do Sartori e da RBS, o Rio Grande do Sul vai voltar a privatizar, reduzir recursos de áreas estratégicas como educação, segurança e saúde! Conhecemos bem a lógica do Estado Mínimo que aqui voltou disfarçado de “gringo sincero e bonachão”. Resistiremos com nossa Universidade Estadual como fizemos no governo Ieda!!!
    Que o Estado do Rio Grande se levante!

  2. Marcelo Apoitia Pedra disse:

    Esta instituição tem colaborado e muito para o desenvolvimento de suas regiões. Dando oportunidade e opção ao publico q antes ficava refém de entidades privadas.Tem uma função social,educacional e comprometimento com sua região dando toda a assistência necessária de parte dos seus colaboradores muito bem capacitados.Que não educa não pode cobrar nada e nós da UERGS queremos uma sociedade digna e capaz de tomar suas próprias decisões.Acabou a mordaça acorda Rio Grande Do Sul Livramento

  3. Alda Silveira disse:

    E a pergunta que não quer calar ninguém responde: afinal, pra que serve a RBS?

  4. jacson fiorin disse:

    Querem acabar com a UERGS isto e pressão das faculdade particulares que lucrão com bolças de estudo. Na UERGS e gratuido, não tem mordida do mercado especulador. kkkkk

  5. Sylvio Nogueira disse:

    Oi Ana, como sabes estou com a UERGS para o que der e vier…….Abraço.

  6. […] Leia a resposta da Assessoria de Comunicação da UERGS, do presidente da Associação dos Docentes da UERGS e outras em Para quê serve a UERGS? […]

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