Ana Carolina Martins da Silva. Educadora. Ambientalista. Poetisa. Ativista Social. Bonequeira.

Clique aqui e confira na íntegra a matéria de Luis Eduardo Gomes/Sul21 sobre uma das oficinas do Fórum Social Mundial (FSM) Temático(21/01/2016), proposta pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisa e de Fundações Estaduais do Rio Grande do Sul (Semapi) e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS). Abaixo, repasso um trecho, onde ele cita a participação do Biólogo Francisco Milanez (AGAPAN).

(…)

Agrotóxicos

Já o ex-presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natura (Agapan), professor Francisco Milanez, abordou a questão dos agrotóxicos.

Segundo ele, apenas um tipo de químico, o glifosato, está relacionado ao aumento da incidência de cerca de 35 doenças, tais como autismo, mal de alzheimer, mal de parkinson, esclerose múltipla, entre outras, e é considerado como de baixa toxicidade. “O principal culpado pelo autismo é o glifosato. É uma epidemia mundial de uma doença que antes não se ouvia falar”.

Milanez explica que o glifosato é considerado um produto de baixa toxicidade porque atinge apenas a fisiologia das plantas e não dos animais. No entanto, ele salienta que o químico ataca também bactérias que são essenciais para o nosso organismo. “Essa falta de bactérias causa doenças. Os autistas, por exemplo, têm concentração de bactérias diferentes”.

Foto Lorenzo Leuck SUL21 FSM 2016 POA Francisco Milanez

Em São Borja, RS, o ambientalista e engenheiro agrônomo Darci Bergmann há anos denuncia este problema. Clique aqui e confira o artigo “Glifosato, um herbicida que está junto com os nossos alimentos.”, publicado em seu blog em 2014. Darci Bergmann foi um dos fundadores da ASPAN -Associação Samborjense de Proteção ao Ambiente Natural de São Borja, entidade ambientalista membro da APEDEMA/RS.

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Comentários em: "AGAPAN no FSM: “Com tecnologia atual, utilizar agrotóxicos é sofrimento gratuito”. Milanez" (3)

  1. Ana Carolina, gostaria de trazer o contraditório às notícias de sua postagem.

    Primeiramente, os agrotóxicos são predominantes numa forma de agricultura extremamente tecnificada, onde cada centavo investido importa. A associação destes produtos com outros tipos de manejo de pragas já é corrente e se os químicos ainda não foram abandonados é porque tudo o que foi tentado não resolveu o problema das pragas. Na agricultura familiar e na pequena agricultura os agrotóxicos também são muito empregados: como a margem de lucro e a competitividade são menores, aí pode haver espaço para o banimento dos agrotóxicos, que custam dinheiro e impõem ao agricultor (sobretudo o pequeno) o ônus de intoxicações. Mas mesmo neste cenário não vemos os agricultores abraçarem em massa uma forma alternativa de cultivo. Deve haver uma ou mais fortes razões para isso e antes de imaginar que o agricultor é burro ou teimoso ou ainda que há uma conspiração para vender agrotóxicos e envenenar os brasileiros, devemos procurar causas técnicas e econômicas que expliquem esta adesão geral e irrestrita aos agrotóxicos.

    Em segundo lugar, a afirmação de que o glifosato causa autismo, feita de forma muito imaginativa pela Seneff e seu coautor em 2013, não tem o mínimo sustento cientifico. Sugiro a leitura do artigo dela (é open access) e das muitas, muitas críticas ao seu conteúdo. Fazer uma firmação destas em palestra é bem ao estilo do “amendrontamento” adotado por muitos ativistas, o que é péssimo para a compreensão do problema.

    Atenciosamente,
    Paulo Andrade

    • Paulo, grata pela participação no meu blog. Acredito que o debate enriquece os conhecimentos sobre o tema. Como, em linha geral, sou leiga na área, confio sempre nos cientistas do Movimento Ambiental, pois têm estudos aprofundados na área. Além disto, pelo mesmo motivo, quando tenho uma dúvida, olho para a natureza e pergunto: isto já existia? Se a resposta for não, sempre desconfio, pois o ser humano, embora criativo e genial, é um ser muito “jovem” diante da sabedoria da Terra, assim como, é extremamente falho e incompleto. Vamos conversando. Um abraço!
      AC

  2. Ana, a Natureza não deve ser um espelho das atividades humanas: a competição entre indivíduos da mesma espécie é feroz e implacável, uma parte enorme de cada prole morre antes de chegar a idade adulta e a luta por cada espaço se estende à competição entre as mais diversas espécies. Este é o princípio da seleção natural, que leva à evolução. Nada disso é desejável na sociedade humana. Por outro lado, muita coisa que não existe na Natureza é de imensa ajuda ao Homem: a comunicação por rádio e TV, as fibras óticas, os computadores binários, os motores a explosão e por aí vai.
    Os princípios químicos dos agrotóxicos e antibióticos existem, sim, na Natureza: plantas matam vermes, bactérias matam insetos, etc. Os exemplos se multiplicam enormemente, O que fazemos é empregar esta base química para nosso proveito.
    Até a transgenia também não é novidade: a batata doce, vários insetos e o próprio milho são exemplos de transformações genéticas, transposições gênicas, etc. Mais recentemente, as proteínas CRISO e TALEN, que vão revolucionar a biotecnologia, foram descobertas em bactérias.
    Não há por que rejeitar a priori o que não é usado na Natureza nem aceitar o que é comum nela: para o uso do Homem tudo vale, desde que sejam avaliados corretamente os riscos.
    Cordialmente,
    Paulo Andrade

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