Ana Carolina Martins da Silva. Educadora. Ambientalista. Poetisa. Ativista Social. Bonequeira.

Com a passagem do temporal que afetou a todos e todas em POA, algumas vítimas continuam sendo mutiladas e descartadas: as árvores. Algumas, que tombaram inteiras com raízes e caules, poderiam ser replantadas, mas a histeria que tomou conta da cidade, quer apenas que o Poder Público tire a “sujeira” do caminho.

Sobre a catástrofe que se abateu sobre POA podemos tirar diversas lições.

1) Não estamos preparados para enfrentar desastres de monta;

2) Caminhando pelas ruas da cidade, em especial o Bairro Menino Deus, verificamos a fragilidade de nossas árvores. Boa parte, especialmente os jacarandás, são árvores de estrutura frágil e grande par está oca e sem raízes. Pode se concluir que nosso órgão ambiental não conhece nada de nossa árvores. Não existem novos plantios, não há manejo, as ervas-de-passarinho dominam boa parte de nossas árvores, facilitando sua queda:

3) Há necessidade urgente de fortalecimento do órgão ambiental – SMAM – com adoção de novas tecnologias, formação de quadros, tanto técnicos, como administrativos;

4) Reequipamento de veículos, equipamentos modernos de plantio e transporte de árvores de porte, não temos nada, estamos no tempo da enxada.

5) iNICIAR RAPIDAMENTE UM GRANDE PROGRAMA DE REPOSIÇÃO DE ÁRVORES ,ACOMPANHAMENTO E PLANO DE MANEJO.

6) Queremos ser a cidade mais arborizada do Brasil, mas estamos absolutamente despreparados para tal título.

7) Foi uma pequena amostra da força da natureza e uma mensagem do que poderá acontecer no futuro.

Abraço – Ivo Krauspenhar / LIONS

………………….

Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS

Clique aqui e leia a reportagem da ZH, ilustrada pela fotografia abaixo. Consta que:

Os ventos que beiraram os 100 km/h em Porto Alegre derrubaram mais de 400 árvores na cidade. Muitas tiveram a raiz arrancada do solo, outras bloquearam ruas e algumas até caíram sobre casas _ mas a queda de todas elas acendeu o alerta sobre a necessidade de avaliar a saúde da vegetação.

Nas 24 horas que sucederam o temporal, a prefeitura contabilizou 414 chamados sobre quedas de árvores inteiras ou de galhos de grande porte. Há relatos de moradores que garantem que o corte da vegetação, considerada “podre”, já havia sido solicitado. Mas a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) avalia que, dificilmente, a vegetação resistiria à intensidade das rajadas.— Para esse tipo de vento, não existe árvore segura — diz o supervisor de Praças, Parques e Jardins, Léo Antônio Bulling.

A pergunta é: o que quer dizer “Árvore Segura?” – Seria uma árvore em segurança, protegida?!!

É possível fazer um transplante de árvores?

SAI DO CHÃO! Como é feito um transplante de árvore?

Cortando as raízes da planta, içando-a com um guindaste e levando a galhosa para sua casa nova. Esse processo pode ser feito tanto com árvores pequenas como com as que já estão adultas e pesam mais. É comum ver transplantes que ultrapassam 20 toneladas

Clique aqui e leia toda esta reportagem sobre transplantes de árvores.

Independente de ser possível ou não este procedimento em Porto Alegre, é necessário que se compreenda que as árvores foram tão vítimas quanto o Cisne Branco, as casas e o restante do ambiente. Elas não são o inimigo.  Por isto, fiz um cartazinho para contribuir com as reflexões. Que tal?
POA salve as árvores com raízes e caules.
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