Ana Carolina Martins da Silva. Educadora. Ambientalista. Poetisa. Ativista Social. Bonequeira.

Maria Luiza Antunes Moreira - Jornalista -Diretora da ARI

Maria Luiza Antunes Moreira – Jornalista -Diretora da ARI

Vamos falar sobre pessoas que amamos? Então, eu tenho feito tantas coisas nesta vida, que – penso – estou ficando sem tempo para amar, mas amar é um verbo tão bom e generoso que se joga em mim – sempre que estou seca de amor. Foi assim que aconteceu quando conheci a Maria Luiza Antunes Moreira. Gostaria de dizer que isto aconteceu só comigo, mas não. Ela foi amada e deu amor para todo o seu círculo de pessoas – de perto e de longe. Eu ganhei um pouco deste amor. Sempre que publicava alguma coisa importante em termos de arte, de cultura, de minhas pequenas vitórias, eu pensava – pelo menos a Maria Luiza Antunes Moreira vai curtir. Dito e feito. Agora, ela se foi – e se foi numa semana em que eu não tive tempo nem para respirar quase. Fui na sua despedida – suada, com o estômago embrulhado, com uma mochila nas costas (pesada de papel e de paradoxos). Fui – como quem vai a um evento – com aquela responsabilidade. Porém, ao chegar lá – ela não estava guardando um lugar para mim do lado dela, não veio me trazer um pratinho de salgadinhos que tinha deixado separado, nem ficar sentada de mãos dadas comigo, me contando as novidades. Estava plantadinha dentre flores e amores. Foi – então – no meio desta minha vida absolutamente solitária, que me dei conta do que tinha perdido. Fiz este vídeo por amor. Fiz para a Cristina, para seu irmão, para a família da Maria Luiza Antunes Moreira e para seus amigos. Pedi à Thamara De Costa Pereira o seu texto emprestado, ela emprestou. Peguei a mensagem do Ayres Cerutti – que sempre fala muito, com pouco – e Silvio Caldas e fiquei até de madrugada de mãos dadas com a Maria Luiza Antunes Moreira. Agora, preciso soltar sua mão. Minha querida, preciso soltar sua mão para que você possa voar, possa ficar livre sobrevoando nossos imaginários desta forma – como te víamos: linda, ativa, amorosa. Espero que tu gostes – pena que não estarás aqui para me escrever coisinhas queridas nos comentários, como sempre fizeste. Isto, me perdoa, Maria Luiza Antunes Moreira, não há grandeza de espírito que contorne. Por isto, eu não vou perdoar a vida jamais – nos ter te tirado tão cedo de nós. Estou de mal. Beijos aos familiares, aos amigos.

 

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