Ana Carolina Martins da Silva. Educadora. Ambientalista. Poetisa. Ativista Social. Bonequeira.

Segundo o SUL21, em nota da redação,  indígenas guarani-mbya começaram retomada de espaço em Porto Alegre, na antiga Fazenda Arado Velho, na região conhecida como Ponta do Arado.

A ação aconteceu no dia 15/06/2018. Apesar da orla ser reconhecida como área de preservação, parte de matas é de propriedade privada. Clique aqui para ler mais.

Foto: Sul21

No dia 17 de junho, via correio eletrônico, o Coletivo Cidade que Queremos divulgou a seguinte nota:

Nota de denúncia e pedido de apoio aos Guarani Mbya da Ponta do Arado.

As lideranças indígenas que estão em retomada na Ponta do Arado, bairro Belém Novo, Porto Alegre, informaram que nesta madrugada, 17 de junho, a comunidade Guarani Mbya foi abordada por seis homens armados e que se diziam polícias.

Os homens exigiram que os indígenas saíssem imediatamente do local e que os removeriam a força se resistissem, e que, para tanto, já estariam providenciando transportes e mais homens. As lideranças indígenas disseram aos homens, provavelmente seguranças das fazendas, que não sairão e pedem a presença Funai e do Ministério Público Federal na área.

A comunidade retomou a terra que consideram de ocupação originária no dia 15, sexta feira, e exigem que o governo federal proceda aos estudos de identificação e delimitação da área porque, de acordo com os Guarani Mbya, aquela terra lhes foi destinada por Nhanderu-DEUS- e nelas pretendem viver.

A comunidade pede o apoio e a solidariedade dos movimentos ambientalistas, sociais e populares neste momento de lutas resistência tendo em vista a garantia de seus direitos constitucionais.

O Coletivo que compõe a Campanha Preserva Arado – entidades e organizações – publicou em seu blog, a seguinte nota Oficial:

Nota de 17 de Junho de 2018

NOTA OFICIAL CAMPANHA PRESERVA ARADO

Referente à retomada da ancestralidade Guarani Mbya na Ponta do Arado

As entidades e organizações integrantes da campanha “ #PreservaAradoPatrimônio Ambiental, Histórico e Cultural Insubstituível ” manifestam SOLIDARIEDADE ao processo de Retomada Guarani Mbya na Ponta do Arado.

Entendemos que a retomada é LEGÍTIMA tendo em vista seu vínculo ancestral naquela área, comprovada por sítios arqueológicos devidamente documentados [1];

Esclarecemos que esse processo é AUTÔNOMO, sendo seu protagonista as famílias Guarani Mbya, que lideram um movimento de retomada corajoso digno de admiração. Salientamos que esse movimento já havia se iniciado com petição em tramitação no Ministério Público Federal [2].

Como entidades solidárias, REPUDIAMOS ameaças de qualquer natureza advindas do empreendimento em relação à retomada, que deve ser tratada nas instâncias previstas na Constituição Federal.

Porto Alegre, 17 de Junho de 2018

Campanha #PreservaArado

[1] Informações sobre sítio arqueológico: https://preservaarado.wordpress.com/arquivo/sitioarq/

[2] MPF NC 1.29.000.001796/2018-81. O MPF oficiou a Funai de Brasília e o Iphan em Maio de 2018.

Clique aqui e conheça mais sobre esse Coletivo que luta pela preservação da Fazenda do Arado Velho! Como “Patrimônio ambiental, histórico e cultural insubstituível de Porto Alegre!”

Diante disso, registro minha solidariedade aos povos indígenas e ao Coletivo Preserva Arado com essa postagem.
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