Ana Carolina Martins da Silva. Educadora. Ambientalista. Poetisa. Bonequeira.

Entrevista imperdível no República das Bananas: Adão Iturrusgarai: “Impor limites ao humor é uma piada sem graça”.

Adão Iturrusgarai é um cara à frente do seu tempo. Muito antes que cowboys gay subissem a a montanha Brokeback pra fazer sacanagem no mato, ele já havia criado os incríveis Rocky e Hudson, que em breve terão sua própria série de animação no Canal Brasil.

E muito antes que alguém traduzisse toscamente a palavra “empowered” para “empoderada”, ele já havia criado a Aline, uma mulher liberada e… vá, lá… empoderada com dois namorados, Otto e Pedro. A tira ficou tão famosa que virou série na Globo em 2009.

Além de tudo isso, Adão foi o “D’Artagnan” do mitológico “Los Três Amigos”, aquele bando que reunia o Angeli, Glauco e Larte e que é responsável por revolucionar o humor gráfico brasileiro.

Dono de um traço caligráfico, rápido e, mais do que tudo isso, engraçado, Adão vai do sublime ao infame em segundos (e isso é um elogio).

Esperto, nunca mexeu com essa nojeira de política e preferiu se dedicar ao humor de comportamento e à sacanagem, que é muito melhor.

Essa entrevista faz parte da série O HUMOR NOS TEMPOS DA CÓLERA, que tem como objetivo debater como é fazer graça num mundo onde todo mundo patrulha todo mundo o tempo todo. Essas entrevistas serão depois reunidas num livro histórico e histérico sobre o humor nesses anos bestas.

Agora chega de nhenhenhem e vamos receber com uma salva de palmas, o cartunista argentino mais engraçado do Brasil: ADÃO ITURRUSGARAI!   

Adão, que viadagem é essa de virar pintor? Humor não dá dinheiro? 
Nada dá mais dinheiro do que humor no Brasil, só prostituição, tráfico de drogas e política. Bom, tem futebol também… Além dos quadrinhos de humor, sempre dei umas pintadas. Mas o resultado nunca me agradou. Retomei há uns dois anos e comecei, de brincadeira, a postar as imagens das minhas “fine arts” (ui!) nas redes sociais e o retorno foi bacana, as pessoas curtiam e elogiavam. Começaram a perguntar se eu queria vender. Achei que era trote, até que um cara da Suíça me encomendou cinco pinturas. Fiquei meio cabreiro de ser enganado, de enviar as pinturas e o cara não depositar a grana. O cliente também estava com o pé atrás. Então eu propus “dividirmos a confiança”. O cara me transferiu a metade da grana e a outra metade chegou quando ele recebeu as obras. Nunca imaginei que existisse atividade mais prazerosa do que fazer quadrinhos… Talvez só transar e usar drogas pesadas.

Clique aqui para ler a entrevista completa.

Eu deveria dizer que postei essa indicação de Entrevista pelo pensamento nobre de refletir sobre a Arte. Também por isso, mas recebo o “Correio Elegante” do Adão via gmail (sua mala (in)direta) e – sim – seus cartuns são o que tenho de mais divertido na minha vida sexual hoje. Além disso, foi uma boa desculpa para colocar a foto dele – bem grande aqui no blog! Clique aqui e conheça mais sobre esse artista muito muito muito louco. (kkkkk – p.s. tentei fazer a postagem no estilo do entrevistado).

 

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