Ana Carolina Martins da Silva. Educadora. Ambientalista. Poetisa. Ativista Social. Bonequeira.

Arquivo para a categoria ‘Família’

Feliz Dia dos Pais!!

Meu irmão Assis

 

 

Meu irmão Alexandre

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Poe-meu: Acerto de contas.

Acerto de contas

Ana Carolina M.S. – 21.6.2018.

Quantas vezes uma pessoa pode morrer?

Quando morre um sobrinho, quantas mortes a pessoa conta?

Quando morre um poeta amigo, um amigo padeiro, vale quantas?

Já são mais que três, se contar todas as partidas e as chegadas; e as trocas de casa e de cidade; e as de unidade, são mais que dez, doze, as mortes que morri.

Quantas mortes em mim, quando vejo a guerra?

Quantas mortes, quando vejo o touro sacrificado no rodeio ou os porcos gradeados para engordar e encher os olhos da humanidade?

Quantas, quando ouço o choro desesperado de uma criança?

Quantas mortes eu morri essa semana, quando me morreu a gata dos olhos delineados com preto? Tão minha conversadorinha! Com ela, já são mais de 30.

Quantas mortes, quando morre um bicho da pessoa, dessas mortes de partir o coração a não sobrar nada, quantas a gente conta?

Quantas vezes uma pessoa pode morrer, quando adormece junto e acorda separado?

Quantas vezes pode morrer e ter de viver?

Quantas vezes ver a morte à espreita, saber que vai pegar a gente de novo e de novo e ter de viver?

Quantas vezes vou sobreviver às minhas mortes?

Quantas vezes, com o corpo doído, revirado, entortado, vou ter de voltar a respirar?

Quantas vezes vou ter de nascer junto com o sol

E (me) partir antes dele?

A resposta é uma só e eu sei:

Vou morrer quantas vezes tiver de morrer…

Não há escolhas nesse caso.

Minizinha

 

 

Postão da Cruzeiro – só quem precisa dele sabe da importância!

Sul21, sempre vivo na história, pauta um assunto bem importante, a situação do Postão da Cruzeiro. Eu andei por lá, fui levada numa ambulância da SAMU, e fui muito bem atendida – funcionários, pessoas que esperavam na fila, porteiros, a médica, a pessoa da secretaria, todos muito educados e amorosos (e, antes que perguntem, estou bem agora, obrigada)! Porém, não tem como não ver a situação das pessoas em macas, com poucos banheiros, muita gente esperando para ser atendida e… enfim… leiam a reportagem!

Sob constantes denúncias de precariedade, Postão da Cruzeiro tem projeto de reforma parado desde 2007

Localizado em uma das áreas de maior vulnerabilidade social de Porto Alegre, o Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul, na zona sul da Capital, frequentemente aparece no noticiário pelos seus problemas de superlotação e pela precariedade das condições de trabalho e de atendimento à população. É o maior pronto atendimento do RS, chegando até a ser classificado como “hospital clandestino” por órgãos representativos da classe médica. No entanto, há desde 2007 recursos disponibilizados pelo Ministério da Saúde (MS) para a sua ampliação, mas que estão parados pela demora na conclusão do projeto e pela falta de recursos da Prefeitura. […]

A precariedade da situação levou a uma mobilização popular exigindo melhores condições de atendimento no Postão, que se estendeu para a classe médica. Em 23 de maio de 2007, uma ação do Cremers, do Simers e de médicos do Pacs promoveu a “interdição ética” do Postão por falta de condições. Na época, o então presidente do Cremers, Marco Antônio Becker, classificou a medida como um “ato extremo, tomado quando os demais recursos não tiveram sucesso”. Entre os motivos apresentados para a decisão estava a falta de condições mínimas de individualidade e privacidade nas salas de observação (para pacientes mais graves), a falta de condições adequadas para triagem dos pacientes, condições sanitárias precárias, a superlotação de diversas áreas e, entre outras coisas, o fato de que o Postão funcionava, na prática, como um hospital.

Clique aqui para ler a reportagem completa.

Foto do Sul21

Como faz – crepioca? com Ana de Cesaro

Post sincerão – como diz a Ana De Cesaro

Meus queridos – poucos – mas sinceros seguidores. Estive por ali salvando o mundo e fiquei meio sem tempo para postagens. Como sabem, nada anda fácil em termos de salvação hoje em dia. Tentei salvar o meu mundo (estudando – apoiando minha família – pais e filhas), salvar o mundo Terra (ajudando na articulação da APEDEMA-RS) e o mundo espiritual (indo na minha catedral Metodista). Enfim, muita coisa acontecendo – desnecessário dizer – é só olhar em volta – todos os mundos estão interligados e está tudo muito complicado.

Confirmação de votos Catedral Metodista

Sala de Estudos Doutorado em Letras – UniRitter

Eleição RP1 CMDUA – POA

Assembleia Geral APEDEMARS 24.3.2018

Fórum ULBRA

Fórum Ulbra II

Cuidando e sendo cuidada – papai e mamãe

Vivendo meu tempo. Escorando os meus – na hora da “percisão”.

Então, mando beijos para todos e todas e continuemos!!

 

…mas tinha de respirar…

Reconectando À base agora. Estive envolvida 100 por cento com a saúde de minha mãe, que esteve por um fio. Graças a Deus e a um trabalho árduo das equipes médicas e da família, fui levá-la de volta para São Borja na semana passada, restabelecida, conversando, com saudades de meu pai, da casa, das plantinhas dela, dos passarinhos e tudo mais. Cheguei agora de manhã em POA – no inverno!!! Saí ontem de São Borja num verão de 35 graus. Vá entender. Enfim, reaquecendo as baterias, posto dois vídeos que me representam. Um – em poesia – Arnaldo Antunes. Outro – em poesia, corpo e coragem – minha filha artista – Ana De Cesaro. Bom tour midiático!

 

Vamos em frente!

 

Agradeço a Deus as graças alcançadas!

Hoje é domingo e os sinos já tocaram. Dia de Igreja. Moro entre duas Catedrais: a Católica e a Metodista. Dois templos humanos de busca de uma compreensão transcendental da vida. diferentes interpretações do mesmo livro, que – por própria concepção – é uma soma de livros.  Penso que ia acabar assim mesmo, fazendo um contrato social e filosófico baseado em um livro e em revelações e fé. Hoje é domingo e, à tarde, vou visitar minha mãe, meu pai e minha irmã. Três vidas que já estiveram em perigo e por quem me prostrei sinceramente pedindo a intercessão de Deus – e fui atendida. Vejo minha mãe retomando a corzinha dos lábios, minha irmã na cozinha, zelosa, ajeitando os mil cuidadinhos e, meu pai, na sala, lendo adormecido o seu jornal que nunca termina e penso – obrigada, Senhor. Muito obrigada. Hoje é domingo – domingo de carnaval – eu ia até à Catedral Metodista, com quem compartilho minha fé, mas – com o final do ano tão trabalhoso, em todos os sentidos – alguns afazeres ainda ficaram para trás, sobre os quais tenho me debruçado, entre cuidados com minha mãe convalescente e minha angústia existencial. Não é pouco, Deus, Tu sabes isso. Não é muito, mas como eu ando pouca, parece sempre denso. Começo essa oração de forma esquisita, pois me sinto devendo quando não vou na Igreja no domingo, ainda mais quando estou recebendo tanto e tanto. Em Mateus 5.6-8, “Como se deve orar”, o Livro diz que devemos orar em secreto, mas nos tempos atuais, para agradecer, me sinto no dever de orar em público. Dar esse reconhecimento, não “como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens.” Mateus 6:5. mas, sim, como alguém que diz: Muito obrigada. Deixando esse agradecimento e esse testemunho para serem vistos por homens e mulheres, para que saibam que há um caminho e um porta aberta, sempre que o desespero bater, mas há também uma responsabilidade com essa porta, quando o desespero passar. A responsabilidade é a de colocar o seu coração no céu. Isso eu já fiz. Amém. Deus amado, muito obrigada por me fazer dormir, quando as questões humanas me dão insônia; obrigada por me mostrar a luz, quando os desmandos dos que estão agindo contra a natureza e a vida me lançam – e lançam a todos os outros – nas trevas; Obrigada por me manter convicta de que se buscar, eu acharei. Às vezes, meu Deus, falta-me paciência para o tempo que requer essa busca, então, penso que o Teu tempo corre numa velocidade diferente da minha. Querido Deus, agora, nos mais diferentes templos que se construíram em teu nome, alguns estão pregando de coração puro; outros, enganando as pessoas e tentando iludi-las, usando a Palavra que, por vezes, é de difícil compreensão. Deus, separa o joio do trigo de tua igreja e mantém apenas aqueles que lutam pela vida e pela vida em abundância. 15 “Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Mateus 7:15

Deus, se puderes, me proteja e me dê forças para enfrentar esse isolamento que se estabeleceu e que não entendo a razão. Está nas tuas Mãos e de Teu Santo Filho, nosso amado Jesus. Amém.