Ana Carolina Martins da Silva. Educadora. Ambientalista. Poetisa. Bonequeira.

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A biodiversidade e o impacto da ação humana: destruição é mais lenta em territórios indígenas – E.C.

A biodiversidade e o impacto da ação humana: destruição é mais lenta em territórios indígenas por Marcelo Menna Barreto do E.C.

Um milhão de espécies estão ameaçadas

Relatório sobre biodiversidade alerta para o impacto da ação humana e registra que a destruição é mais lenta em territórios indígenas – publicado por Marcelo Menna Barreto em 10 de maio de 2019 – 
Plantas, animais e insetos. Das 8 milhões de espécies que atualmente existem no planeta, um milhão está sob ameaça de extinção. Isso é o que diz o resumo do relatório da Plataforma Intergovernamental Sobre a Biodiversidade e os Serviços Ecossistêmicos (Ipbes), apresentado no último dia 6 em Paris com o título Avaliação Global sobre Biodiversidade e Ecossistemas. O documento, que até o momento é o maior estudo já feito sobre a biodiversidade, alerta para o impacto da ação humana e registra que a destruição da natureza é mais lenta nas terras onde vivem povos indígenas.
Clique aqui e confira a matéria completa.
Foto: CRBio/ Divulgação / Jornal Extraclasse - SINPRO.

Réquiem para o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista (RJ).

Réquiem para o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista (RJ)

Requiem aeternam…

Museu termina com – eu.
Museu é o meu eu, o teu eu, o nosso eu.
Entrar num Museu é entrar no passado,
Mexer no que comeu,
É Gelatinar-se, é afundar-se,
É fagocitar-se.
Só que – nesse caso – não.
Um Museu Nacional é ainda maior,
É um entrar no eu da Nação.
Só que não (mais).
Nessa Nação, ainda queimam os negros,
Os moradores de rua,
Os exilados,
As mulheres,
Os LGTBs,
Os gatos.
Os substratos.

Essa Nação não parece ser digna
De seus Eus que ardem
nos Museus.

Repouso Eterno.

Ana Carolina Martins da Silva

Lembranças de um dia feliz – com meu querido amigo – Ator, bailarino, estrela de nossa Arte brasileira, Piéterson Duderstadt, no RJ. O Museu estava fechado naquele dia, mas nos o veneramos da mesma forma!

Museu Nacional – Quinta da Boa Vista – RJ

Esclarecendo:

O Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio foi destruído por um incêndio bárbaro em 02/09/2018 – ano em que comemorava 200 anos.

Arte, Política e Educação – Uergs, Margs e UFRGS – tem de ser bom!

INSCRIÇÕES ABERTAS!
Acesse https://goo.gl/forms/lPjFKanaYaxTbmAM2
http://www.uergs.rs.gov.br/curso-de-licenciatura-em-artes-visais-promove-dialogos-entre-arte-educacao-e-museu

A Universidade Estadual do Rio Grande do Sul – UERGS,
o Museu de Arte do Rio Grande do Sul – Ado Malagoli – MARGS e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS apresentam,

Arte, Política e Educação

PROGRAMAÇÃO:

Vozes Negras no Cubo Branco

17 de agosto (sexta-feira): das 18h às 21h
Vozes Negras: histórias e histórias da arte
Renata Bittencourt e José Rivair Macedo
Local: MARGS/ Pinacoteca

18 de agosto (sábado): das 9h às 12h
Vozes negras: deslocamentos e visibilidades
Rosana Paulino e Igor Simoes ( mediação)
MARGS/ Pinacoteca

Leituras Vinculares

O que se diz/disse sobre a arte produzida por mulheres e homens racializados como negras e negros, no Brasil?
( com participação de leitoras convidadas e leitores convidados da arte, educação e humanidades)

25 de agosto (sábado): das 10h às 13h
Leitura em voz alta, no Torreão: Texto de Grada Kilomba

31 de agosto (sexta-feira: das 14h às 17h
Leitura em voz alta, no Torreão: Texto de Achille Mbembe

1 de setembro (sábado): das 10h às 13h
Leitura em voz alta, no Torreão: Texto de Roberto Conduru

Vincular: pesquisa e docência, arte e educação

14 de setembro (sexta-feira): das 10h às 12h e das 14h às 17h,
Criação de propostas educativas em artes visuais a partir dos temas tratados
Orientação: Silvia Carla Marques Costa (UNIFAP) e Luciana Gruppelli Loponte (UFRGS)
Torreão

15 de setembro (sábado): das 10h às 12h e das 14h às 17h, sábado
Apresentação das propostas educativas em artes visuais
Silvia Carla Marques Costa e Luciana Gruppelli Loponte
Torreão

INFORMAÇÕES:
educativo@margs.rs.gov.br
51 3225-7551

“La Poderosa” e seu ronco de motor!

Clique aqui para conhecer La Poderosa

Criado há 14 anos, na zona sul de Buenos Aires, o La Poderosa integra noções de educação popular, cooperativismo e comunicação. Hoje, além de estar presente em todas as províncias da Argentina, o movimento também conseguiu ter ao menos um representante em todos os países da América Latina. No Brasil, estão presentes em uma favela na Bahia e querem começar em Porto Alegre, onde já tem uma representante. Clique aqui no Sul21 para saber mais.

Clique aqui para ver mais vídeos de Barricada TV. Estive (estou) acompanhando dentro de minhas possibilidades o 2º Fórum Latino-Americano da La Poderosa. Impressionante ver os Movimentos Sociais discutindo a si próprios sem mediação ou pressão de partidos políticos, ou de forças de qualquer tipo de coersão. Minha sensação é de – afinal – ter encontrado um espaço livre: a grande pátria.Creada hace 14 años, en la zona sur de Buenos Aires, La Poderosa integra nociones de educación popular, cooperativismo y comunicación. Hoy, además de estar presente en todas las provincias de Argentina, el movimiento también logró tener al menos un representante en todos los países de América Latina. En Brasil, están presentes en una favela en Bahía y quieren comenzar en Porto Alegre, donde ya tiene una representante. Haga clic aquí para saber más.Estuve (estoy) acompañando dentro de mis posibilidades el 2º Foro Latinoamericano de La Poderosa. Impresionante ver los Movimientos Sociales discutiéndose a sí mismos sin mediación o presión de partidos políticos, o de fuerzas de cualquier tipo de cohesión. Mi sensación es de – haber encontrado un espacio libre: la gran patria.

Clique em Mídia Ninja para saber Mais e Mais.

Clique em La Tinta para saber Mais e Mais.

Clique em Pressenza para saber Mais e Mais.

Clique em La Garganta para saber Mais e Mais.

Guaranis na Fazenda Arado Velho em Porto Alegre retomam espaço.

Segundo o SUL21, em nota da redação,  indígenas guarani-mbya começaram retomada de espaço em Porto Alegre, na antiga Fazenda Arado Velho, na região conhecida como Ponta do Arado.

A ação aconteceu no dia 15/06/2018. Apesar da orla ser reconhecida como área de preservação, parte de matas é de propriedade privada. Clique aqui para ler mais.

Foto: Sul21

No dia 17 de junho, via correio eletrônico, o Coletivo Cidade que Queremos divulgou a seguinte nota:

Nota de denúncia e pedido de apoio aos Guarani Mbya da Ponta do Arado.

As lideranças indígenas que estão em retomada na Ponta do Arado, bairro Belém Novo, Porto Alegre, informaram que nesta madrugada, 17 de junho, a comunidade Guarani Mbya foi abordada por seis homens armados e que se diziam polícias.

Os homens exigiram que os indígenas saíssem imediatamente do local e que os removeriam a força se resistissem, e que, para tanto, já estariam providenciando transportes e mais homens. As lideranças indígenas disseram aos homens, provavelmente seguranças das fazendas, que não sairão e pedem a presença Funai e do Ministério Público Federal na área.

A comunidade retomou a terra que consideram de ocupação originária no dia 15, sexta feira, e exigem que o governo federal proceda aos estudos de identificação e delimitação da área porque, de acordo com os Guarani Mbya, aquela terra lhes foi destinada por Nhanderu-DEUS- e nelas pretendem viver.

A comunidade pede o apoio e a solidariedade dos movimentos ambientalistas, sociais e populares neste momento de lutas resistência tendo em vista a garantia de seus direitos constitucionais.

O Coletivo que compõe a Campanha Preserva Arado – entidades e organizações – publicou em seu blog, a seguinte nota Oficial:

Nota de 17 de Junho de 2018

NOTA OFICIAL CAMPANHA PRESERVA ARADO

Referente à retomada da ancestralidade Guarani Mbya na Ponta do Arado

As entidades e organizações integrantes da campanha “ #PreservaAradoPatrimônio Ambiental, Histórico e Cultural Insubstituível ” manifestam SOLIDARIEDADE ao processo de Retomada Guarani Mbya na Ponta do Arado.

Entendemos que a retomada é LEGÍTIMA tendo em vista seu vínculo ancestral naquela área, comprovada por sítios arqueológicos devidamente documentados [1];

Esclarecemos que esse processo é AUTÔNOMO, sendo seu protagonista as famílias Guarani Mbya, que lideram um movimento de retomada corajoso digno de admiração. Salientamos que esse movimento já havia se iniciado com petição em tramitação no Ministério Público Federal [2].

Como entidades solidárias, REPUDIAMOS ameaças de qualquer natureza advindas do empreendimento em relação à retomada, que deve ser tratada nas instâncias previstas na Constituição Federal.

Porto Alegre, 17 de Junho de 2018

Campanha #PreservaArado

[1] Informações sobre sítio arqueológico: https://preservaarado.wordpress.com/arquivo/sitioarq/

[2] MPF NC 1.29.000.001796/2018-81. O MPF oficiou a Funai de Brasília e o Iphan em Maio de 2018.

Clique aqui e conheça mais sobre esse Coletivo que luta pela preservação da Fazenda do Arado Velho! Como “Patrimônio ambiental, histórico e cultural insubstituível de Porto Alegre!”

Diante disso, registro minha solidariedade aos povos indígenas e ao Coletivo Preserva Arado com essa postagem.

Demarcação Já! Etnocídio e genocídio – até quando?

O advogado ambientalista Pedro Bigolin Neto tem sido um estudioso sobre a questão indígena e sua não-cidadania no Brasil. Em conversa, me recomendou um vídeo e duas leituras. Informações conhecidas desde aquele tal de 1500, mas que se repetem, se repetem, como a difícil vida dos povos Guarani Kaiowá no Mato Grosso Sul. Protagonistas do livro do Antropólogo Bruno Martins:  “Do corpo ao pó”, da Editora Elefante, são vítimas – segundo Martins – de um “etnocídio e um genocídio“, resultado de uma política de “extinção de uma cultura e de um povo” promovida pelo Estado Brasileiro. Clique aqui para ler a reportagem completa do site SPUTINIKNEWS sobre o tema. Lá também podem ser encontrados vídeos com mais informações.

Espremidos pelo latifúndio e pela monocultura, os indígenas se mobilizaram para ocupar terras e acelerar processos de demarcação. Enquanto os Guarani Kaiowá utilizam o termo retomada, os ruralistas chamam os episódios de invasão.

O antropólogo Bruno Martins diz que as “as retomadas são a opção de um povo que não quer abrir mão de sua identidade cultural”. ( Thales Schmidt – 

A canção indicada pelo advogado Bigolin Neto, “Demarcação Já!”, fala por si e reúne mais de 25 artistas em militância de arte pelos povos indígenas do Brasil. Pelo direito à terra, pelo direito à vida! #DemarcaçãoJá.

 

Coletivo Catarse – 10 ANOS de luta!

PARABÉNS, COLETIVO!

Confira mais da programação do mês de aniversário da Catarse! (TUDO COM ENTRADA FRANCA)

No Comitê Latino-Americano:

16/09 – Quilombo da Familia Silva e Batuque e canja musical Pará (programação a confirmar)

30/09 – sessão de curtas e canja musical Pontos, Rezas e Milongas com Caroline Caramão

No dia 23 de setembro, na sala Norberto Lubisco da Casa de Cultura Mário Quintana: filmes e debate com o Coletivo Catarse.

Clique aqui e confira todas as Informações Completas!

Coletivo Catarse 10 anos

A Catarse é um coletivo de comunicação organizado nos princípios do cooperativismo, da autogestão e da economia solidária. Desenvolve seus trabalhos a partir de uma perspectiva de comunicação integrada, transdisciplinar e com características de produção e compartilhamento de conhecimento, fomento de redes e formação com caráter articulador e mobilizador, procurando, dessa forma, gerar autonomia e emancipação nos sujeitos envolvidos.

Procura ainda estabelecer suas relações de prestação de serviços de uma maneira diferente, trabalhando com os tomadores sempre de forma propositiva e não-tarefeira.

A Catarse, desde sua constituição, vem procurando realizar cada vez mais projetos próprios, buscando parcerias com articuladores sociais, organizações governamentais e não-governamentais, sociedade civil organizada, empreendimentos de economia solidária, pessoas e comunidades. Sob esse aspecto, já desenvolveu trabalhos com movimentos sociais, comunidades indígenas e quilombolas, em gestão publica, assentamentos e tantos outros que compreendem toda uma gama de ações que desenham um pensar global, mas de ação local, a partir de ideias transformadoras de caráter não-hegemônico.

Responsabilidade de expressão, comunicar para transformar, estes são os motes que fundamentam o existir da Catarse.

Texto e contatos do Coletivo:

André de Oliveira [andre.oliveira@coletivocatarse.com.br]