Ana Carolina Martins da Silva. Educadora. Ambientalista. Poetisa. Ativista Social. Bonequeira.

Prof. Dr. Celmar Corrêa Oliveira apresenta os três encontros do ciclo de palestras e debates em torno da obra “A tragédia dos Comuns” popularizada pelo ecologista Garrett Hardin no ensaio “The Tragedy of the Commons“, publicado em 1968 na revista Science.[2 e sua aplicação nas diferentes áreas do conhecimento da Gestão Pública. Projeto de Extensão: “A Tragédia dos Comuns Hoje: Seu Legado no Desenvolvimento de Políticas Públicas” – Uergs/Porto Alegre. 

Promoção: Grupo de Pesquisa Políticas, Gestão Pública e Desenvolvimento Uergs/CNPq e Mestrado em Ambiente e Sustentabilidade da Uergs.

Apoio: CARAV e APEDEMA/RS.

Clique aqui para assistir o vídeo com o palestrante do segundo encontro: Prof. Dr. Leonardo Beroldt.

CRÉDITOS

Imagens do Prof. Celmar e Edição de Vídeo:

Profa. Ana Carolina Martins da Silva – Docente da Uergs e associada das ONGs Membros da APEDEMA/RS – GESP e ASPAN:

Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas – Passo Fundo/RS,

Associação São Borjense de Proteção ao Ambiente Natural -São

Borja/RS.

Imagens do evento do dia 23.5.2018: Grupo de Pesquisa Política, Gestão Pública e Desenvolvimento UERGS/CNPq.

Bolsistas:

José Piethro Santos da Silva, Diego Françoes de Souza, Laura Ferraz Bäick.

Imagens das capas de Jornal e de Revistas: Web/Busca Google; Site do Jornal “JÁ”; Blog de Rafael Rangel Winch;  dentre outros.

Fragmento sobre Ostrom: CAPELARI, M.G.B; CALMON,P.C.D.P; ARAÚJO, S.M.V.G.de. Vicent e Elinor Ostrom: duas confluentes trajetórias para a governança de recursos de propriedade comum. Disponível em Cielo: Ambient. soc. vol.20 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2017.

Dados sobre a autora do site da INDIANA UNIVERSITY BLOOMINGTON, do texto: “Armadilha da violência – o foco da Palestra inaugural do Memorial de Vincent e Elinor Ostrom.” de Steve Hinnefeld/fev.2015.

Trilha Sonora: Bridges – Dan Lebowitz – Mídia Livre – Biblioteca de Audio do Youtube.

Porto Alegre/RS – Brasil – 26.6.2018.

Anúncios

Esse blog apresenta hoje – com muita alegria e fé no futuro – o primeiro vídeo integrante do Projeto: A Ecologia e as eleições de 2018: “Plataforma da SOS Mata Atlântica para as eleições 2018 – Mário Mantovani”.

Clique aqui para obter cópia da Plataforma da SOS Mata Atlântica.

O Projeto: A Ecologia e as eleições de 2018 tem como objetivo: popularizar ideias, dicas e atitudes de ecologia para pautar os planos de governo a serem apresentados; e as tomadas de decisão de voto nas eleições de 2018. Os primeiros vídeos já estão sendo editados e constam com importantes parcerias com ONGs filiadas à APEDEMA-RS, bem como, outros Movimentos Sociais, docentes de Universidades e pessoas das mais diversas tendências filosóficas que se preocupem com um Plano de Vida Plena e Sustentável para todos – numa ótica mais biocentrista, do que antropocentrista. A promoção do Projeto é uma ação conjunta entre as ONGs Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (Passo Fundo/RS) e Associação Samborjense de Proteção ao Ambiente Natural (São Borja/RS).

Acerto de contas

Ana Carolina M.S. – 21.6.2018.

Quantas vezes uma pessoa pode morrer?

Quando morre um sobrinho, quantas mortes a pessoa conta?

Quando morre um poeta amigo, um amigo padeiro, vale quantas?

Já são mais que três, se contar todas as partidas e as chegadas; e as trocas de casa e de cidade; e as de unidade, são mais que dez, doze, as mortes que morri.

Quantas mortes em mim, quando vejo a guerra?

Quantas mortes, quando vejo o touro sacrificado no rodeio ou os porcos gradeados para engordar e encher os olhos da humanidade?

Quantas, quando ouço o choro desesperado de uma criança?

Quantas mortes eu morri essa semana, quando me morreu a gata dos olhos delineados com preto? Tão minha conversadorinha! Com ela, já são mais de 30.

Quantas mortes, quando morre um bicho da pessoa, dessas mortes de partir o coração a não sobrar nada, quantas a gente conta?

Quantas vezes uma pessoa pode morrer, quando adormece junto e acorda separado?

Quantas vezes pode morrer e ter de viver?

Quantas vezes ver a morte à espreita, saber que vai pegar a gente de novo e de novo e ter de viver?

Quantas vezes vou sobreviver às minhas mortes?

Quantas vezes, com o corpo doído, revirado, entortado, vou ter de voltar a respirar?

Quantas vezes vou ter de nascer junto com o sol

E (me) partir antes dele?

A resposta é uma só e eu sei:

Vou morrer quantas vezes tiver de morrer…

Não há escolhas nesse caso.

Minizinha

 

 

Entrevista imperdível no República das Bananas: Adão Iturrusgarai: “Impor limites ao humor é uma piada sem graça”.

Adão Iturrusgarai é um cara à frente do seu tempo. Muito antes que cowboys gay subissem a a montanha Brokeback pra fazer sacanagem no mato, ele já havia criado os incríveis Rocky e Hudson, que em breve terão sua própria série de animação no Canal Brasil.

E muito antes que alguém traduzisse toscamente a palavra “empowered” para “empoderada”, ele já havia criado a Aline, uma mulher liberada e… vá, lá… empoderada com dois namorados, Otto e Pedro. A tira ficou tão famosa que virou série na Globo em 2009.

Além de tudo isso, Adão foi o “D’Artagnan” do mitológico “Los Três Amigos”, aquele bando que reunia o Angeli, Glauco e Larte e que é responsável por revolucionar o humor gráfico brasileiro.

Dono de um traço caligráfico, rápido e, mais do que tudo isso, engraçado, Adão vai do sublime ao infame em segundos (e isso é um elogio).

Esperto, nunca mexeu com essa nojeira de política e preferiu se dedicar ao humor de comportamento e à sacanagem, que é muito melhor.

Essa entrevista faz parte da série O HUMOR NOS TEMPOS DA CÓLERA, que tem como objetivo debater como é fazer graça num mundo onde todo mundo patrulha todo mundo o tempo todo. Essas entrevistas serão depois reunidas num livro histórico e histérico sobre o humor nesses anos bestas.

Agora chega de nhenhenhem e vamos receber com uma salva de palmas, o cartunista argentino mais engraçado do Brasil: ADÃO ITURRUSGARAI!   

Adão, que viadagem é essa de virar pintor? Humor não dá dinheiro? 
Nada dá mais dinheiro do que humor no Brasil, só prostituição, tráfico de drogas e política. Bom, tem futebol também… Além dos quadrinhos de humor, sempre dei umas pintadas. Mas o resultado nunca me agradou. Retomei há uns dois anos e comecei, de brincadeira, a postar as imagens das minhas “fine arts” (ui!) nas redes sociais e o retorno foi bacana, as pessoas curtiam e elogiavam. Começaram a perguntar se eu queria vender. Achei que era trote, até que um cara da Suíça me encomendou cinco pinturas. Fiquei meio cabreiro de ser enganado, de enviar as pinturas e o cara não depositar a grana. O cliente também estava com o pé atrás. Então eu propus “dividirmos a confiança”. O cara me transferiu a metade da grana e a outra metade chegou quando ele recebeu as obras. Nunca imaginei que existisse atividade mais prazerosa do que fazer quadrinhos… Talvez só transar e usar drogas pesadas.

Clique aqui para ler a entrevista completa.

Eu deveria dizer que postei essa indicação de Entrevista pelo pensamento nobre de refletir sobre a Arte. Também por isso, mas recebo o “Correio Elegante” do Adão via gmail (sua mala (in)direta) e – sim – seus cartuns são o que tenho de mais divertido na minha vida sexual hoje. Além disso, foi uma boa desculpa para colocar a foto dele – bem grande aqui no blog! Clique aqui e conheça mais sobre esse artista muito muito muito louco. (kkkkk – p.s. tentei fazer a postagem no estilo do entrevistado).

 

Segundo o SUL21, em nota da redação,  indígenas guarani-mbya começaram retomada de espaço em Porto Alegre, na antiga Fazenda Arado Velho, na região conhecida como Ponta do Arado.

A ação aconteceu no dia 15/06/2018. Apesar da orla ser reconhecida como área de preservação, parte de matas é de propriedade privada. Clique aqui para ler mais.

Foto: Sul21

No dia 17 de junho, via correio eletrônico, o Coletivo Cidade que Queremos divulgou a seguinte nota:

Nota de denúncia e pedido de apoio aos Guarani Mbya da Ponta do Arado.

As lideranças indígenas que estão em retomada na Ponta do Arado, bairro Belém Novo, Porto Alegre, informaram que nesta madrugada, 17 de junho, a comunidade Guarani Mbya foi abordada por seis homens armados e que se diziam polícias.

Os homens exigiram que os indígenas saíssem imediatamente do local e que os removeriam a força se resistissem, e que, para tanto, já estariam providenciando transportes e mais homens. As lideranças indígenas disseram aos homens, provavelmente seguranças das fazendas, que não sairão e pedem a presença Funai e do Ministério Público Federal na área.

A comunidade retomou a terra que consideram de ocupação originária no dia 15, sexta feira, e exigem que o governo federal proceda aos estudos de identificação e delimitação da área porque, de acordo com os Guarani Mbya, aquela terra lhes foi destinada por Nhanderu-DEUS- e nelas pretendem viver.

A comunidade pede o apoio e a solidariedade dos movimentos ambientalistas, sociais e populares neste momento de lutas resistência tendo em vista a garantia de seus direitos constitucionais.

O Coletivo que compõe a Campanha Preserva Arado – entidades e organizações – publicou em seu blog, a seguinte nota Oficial:

Nota de 17 de Junho de 2018

NOTA OFICIAL CAMPANHA PRESERVA ARADO

Referente à retomada da ancestralidade Guarani Mbya na Ponta do Arado

As entidades e organizações integrantes da campanha “ #PreservaAradoPatrimônio Ambiental, Histórico e Cultural Insubstituível ” manifestam SOLIDARIEDADE ao processo de Retomada Guarani Mbya na Ponta do Arado.

Entendemos que a retomada é LEGÍTIMA tendo em vista seu vínculo ancestral naquela área, comprovada por sítios arqueológicos devidamente documentados [1];

Esclarecemos que esse processo é AUTÔNOMO, sendo seu protagonista as famílias Guarani Mbya, que lideram um movimento de retomada corajoso digno de admiração. Salientamos que esse movimento já havia se iniciado com petição em tramitação no Ministério Público Federal [2].

Como entidades solidárias, REPUDIAMOS ameaças de qualquer natureza advindas do empreendimento em relação à retomada, que deve ser tratada nas instâncias previstas na Constituição Federal.

Porto Alegre, 17 de Junho de 2018

Campanha #PreservaArado

[1] Informações sobre sítio arqueológico: https://preservaarado.wordpress.com/arquivo/sitioarq/

[2] MPF NC 1.29.000.001796/2018-81. O MPF oficiou a Funai de Brasília e o Iphan em Maio de 2018.

Clique aqui e conheça mais sobre esse Coletivo que luta pela preservação da Fazenda do Arado Velho! Como “Patrimônio ambiental, histórico e cultural insubstituível de Porto Alegre!”

Diante disso, registro minha solidariedade aos povos indígenas e ao Coletivo Preserva Arado com essa postagem.

Importante palestra integrante dos “Seminários de Biologia” da UFRGS. Dia 15/06/2018, 16h, no Anfiteatro da Botânica – Campus do Vale/UFRGS, prof. Paulo Brack, ambientalista e ativista na área da Ecologia, Coordenador do INGÁ (ONG afiliada À APEDEMA/RS) abordou o tema: Biodiversidade. Parabéns a todos e todas!

Principais tópicos abordados:

– Urgência de repensar o modelo de sociedade hegemônica capitalista: acumulação doentia de capital, fonte maior da degradação ambiental:

Alternativas: relações ecológicas colaborativas, solidárias, desprendidas, desapegadas, e não as formas atuais competitivas;

– Urgência de repensar os modelos de relação entre a humanidade e a natureza; mega construções (barragens, estradas), que afetam e devastam mata nativa, animais e retiram do habitat natural populações indígenas, assim como, evitar o uso desenfreado de agrotóxicos.

Alternativas: políticas públicas efetivas de proteção; cumprimento da Constituição Brasileira, Art. 225, mudança de paradigma de desenvolvimento, preservando a biodiversidade existente.

– Urgência de repensar as cidades: desmatamento pela especulação imobiliária; falta de saneamento; dentre outros.

Alternativas: projetos e mobilizações tanto da sociedade quanto dos governos por desenvolvimentos sustentáveis; divulgações, denúncias e a atuação da população junto aos conselhos ambientais e ao Ministério Público, no âmbito Estadual ou Federal; definir os limites para à expansão urbana, para a poluição hídrica, aérea e pelos resíduos sólidos;

– Urgência na inversão de pauta do sistema capitalista.

Alternativas:  mudança individual, moral e ética da sociedade, ao invés de medir a qualidade de vida pelo aspecto econômico, verificar a qualidade de vida real, compartilhada e ambiental.